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No final do arco iris
O nosso sonho foi desviado
para o nada
tal qual uma poeira cósmica
espacial.

Leio em teus olhos a omissão
da verdade,
mesmo assim
quero viver esta mentira
junto a ti.

Sei que fostes um equívoco
em que quero persistir,
mergulhando de olhos vendados.

Concordo contigo…

Venha,
vamos brincar de amor,
talvez o encontraremos
no final do arco iris.


Valdeci Vieira Terça feira 15 / Julho / 2014

SABOREIA
(in Delírios Eróticos)

” Saboreia…
Meu corpo que por ti clama,
Cada poro da minha pele de marfim,
Escaldante, fumegante… em chama.

Saboreia…
Minha boca que te percorre,
transtorna, alucina, enlouquece,
no desejo que em nós decorre.”

Pequeno excerto

©Susana Maurício
2013
(ao abrigo do código do direito de autor)

Desconheço a autoria da imagem

Palavras Soltas
Quero-te.
- O quê?!…
- Desculpa-me mas quero-te. Hoje, agora, já.
- Estás é maluco…
- Não me chames maluco por ver loucura nos teus olhos.
- Tu não a vês nos meus olhos, tu acompanha-la na minha carne.
- Por isso mesmo, quero-te.
- Assim? Agora chegamos ali, eu abro as pernas e tu fazes o serviço? Adormeces depois, já agora, para termos direito a serviço de quartos completo…
- Não, não! Não é esse quero-te. Para fodas tenho eu qualquer uma. Não, tu és especial. Quero-te.
- Pareces sim um disco riscado. Doente. Fetishe nesse teu estado de demente.
- Quero-te.
- Pára. Que cansaço! Do teu “quero-te” “quero-te” “quero-te” desprovido de paixão
- Amor tenho somente para ti, para te dar, para retirar do teu suor e do teu prazer, Amor é aquilo que eu te chamo, porque não te poderia dar outro nome.
- …
- Quero-te.
- O quê?!
- Quero-te, como és, por quem és, toda e somente tu. Que se foda o mundo, que se foda a razão. Tu és. E isso chega-me.
- Dizes-me louca quando te digo isso.
- Antes não te via como te vejo agora.
- Antes quando?
- Antes de olhares para mim como olhaste agora.
- Como é que olhei?
- Como se eu fosse a única pessoa no mundo que te pudesse compreender…
[cai o pano, sela-se a conversa com um beijo e um abraço que duram a noite.]

GATA…
(in “Delírios Eróticos)
Catarina entra em casa, onde surpreendida vê que Vasco já lá se encontra. Aproxima-se dele… no rosto um olhar felino.
Não pronuncia uma palavra… não responde, nem ouve o que
Vasco diz. Passo a passo, encosta-se a ele. Vasco sente a mão dela sobre a sua pele, quente, envolvente… com cheiro a cio.
Olha-o fixamente. Impossível ele desviar o olhar… vê-a na profundidade dos olhos de Catarina, como gata ronronante.
Olhar intenso que o desnuda de alto a baixo… fixa-se no volume em erecção, já visível nas suas calças. Encosta-se aele. Movimenta-se de forma sinuosa, fazendo deslizar o seu corpo no dele.
Num impulso e sem ser esperado… despe-o.
Vasco, nu de pénis erecto aguarda. Sabe que a chama vai aumentar, que vão os dois incendiar. Catarina volta-se de costas e dobra ligeiramente o corpo. Dirige a mão ao caule em riste… acaricia-o.
A tensão sente-se no ar. Alucinada, sente-o a roçar as suas nádegas.
É Catarina que se move… acaricia-o de forma inusitada. Ele
geme e fala… ela silenciosa continua a mexer-se de forma libidinosa, com luxúria e paixão.
Louco, Vasco deita-a no sofá. Coloca-se por cima dela em posição invertida… um ao outro dão prazer total… Catarina geme, grita, fala… Cala-se, dedica-se a degustá-lo o que a delicia. Sente-o… com mais, e maior excitação.
É agora Vasco que domina o modo como fazem amor e se doam.
De respiração arfante, posiciona-se e entra no seu jardim. Gemem alucinados. Nada ouvem para além deles. O mundo parou, só eles existem. Catarina vira a cabeça, abre os olhos e vê o rosto dele iluminado de forma quase transcendental, fora da órbita terrestre…
Ele abre igualmente os olhos e vê-a a observá-lo… faz o mesmo. Não aguentam mais… sabem que o mel do amor está prestes a explodir. Dizem palavras obscenas, palavras somente proferidas quando fazem amor e se entregam ao prazer do sexo e da carne.
Rapidamente ela se prepara para o receber… sente-o dentro do seu jardim que está a ser regado pelo sémen, fonte de vida que se une ao orvalho que inunda a sua gruta.
Vasco e Catarina abraçam- se e beijam-se profundamente.
Sentem os diferentes sabores… dele e dela. Cheira ao cio do amor e do desejo dos corpos que foi acalmado.
O Amor vive com eles e neles.
©Susana Maurício
013
(ao abrigo do código do direito de autor)

Essa Ilha que tu és…

Jamais me esqueço de ti
Quando sou a tua torrente
Porque em ti jamais morri
És a ilha em que vivi
E em ti serei contente

Vou saciar a tua sede
Vou-te dar o meu amor
Sou a fonte que o amor pede
Para a gota que não se mede
Vou acabar com a tua dor

Serei essa tua luz solar
Mesmo que enevoada
No dia que tu te vais dar
Um amor a transbordar
Para mim ó minh’amada

Serás assim a minha ilha
E eu serei o teu mar
Serás a minha maravilha
Quando te chamar de filha
E quando os dois nos abraçar

Não te esqueço nem poderia
Neste tempo que te concedo
Minha ilha, ai que alegria
Desde a noite até ser dia
Desde agora não terás medo

Armindo Loureiro – 10/03/2014 – 18H45

Teu amor faz o céu aqui
entre fogos e lágrimas
a vida tece a beleza,
harmonia dos versos
quando o suor é paz
quando as mãos tocam-se
além dos sonhos
os sonhos brotam
feito estrelas
feito luz nos teus olhos

(D’Almeida Souza)

SUBLIME IMPUDOR
(in Delírios Eróticos)

Ahhh sublime impudor da maturidade.
Êxtase, pecado, imoral prevaricação.
Prazer, frémito, vibrante de felicidade.
Entrega de corpo e alma com sedução.

Entrelaçar de corpos castos, sem mentira.
A verdade, tem em nós, o sabor agridoce
de beijos suaves, como o som de uma lira.
Os outros, amor, são volúpia não precoce.

Poro a poro, flores vermelhas te enlaçam.
Te envolvem em círculos dantescos de desejo.
O sol são minhas mãos quando te abraçam.
Na loucura, que nos faz gemer em arquejo.

Húmida minha púbis, erecto o teu falo.
Voluptuosamente… felinos dançamos
um baile a dois sem ensaio coreogrado,
digno de nós que sem limites nos amamos.

Corpos em rodopio, audazes e suados.
Preliminares… deixam-nos ao rubro
Teu pénis por mim ansiado me invade.
Na minha vulva, penetras e te redescubro
no prazer da carne, e da entrega…
… com insanidade.

Ahhh sublime impudor da maturidade.
Êxtase, pecado, imoral prevaricação.
Sem falsos pudores, com naturalidade,
sentimo-nos divinos, sem devassidão.

É entrega na pureza dos sentidos.

©Susana Maurício
2013
(ao abrigo do código do direito de autor)

DELÍRIO

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci….

Olavo Bilac

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