Now Playing Tracks

Essa Ilha que tu és…

Jamais me esqueço de ti
Quando sou a tua torrente
Porque em ti jamais morri
És a ilha em que vivi
E em ti serei contente

Vou saciar a tua sede
Vou-te dar o meu amor
Sou a fonte que o amor pede
Para a gota que não se mede
Vou acabar com a tua dor

Serei essa tua luz solar
Mesmo que enevoada
No dia que tu te vais dar
Um amor a transbordar
Para mim ó minh’amada

Serás assim a minha ilha
E eu serei o teu mar
Serás a minha maravilha
Quando te chamar de filha
E quando os dois nos abraçar

Não te esqueço nem poderia
Neste tempo que te concedo
Minha ilha, ai que alegria
Desde a noite até ser dia
Desde agora não terás medo

Armindo Loureiro – 10/03/2014 – 18H45

Teu amor faz o céu aqui
entre fogos e lágrimas
a vida tece a beleza,
harmonia dos versos
quando o suor é paz
quando as mãos tocam-se
além dos sonhos
os sonhos brotam
feito estrelas
feito luz nos teus olhos

(D’Almeida Souza)

SUBLIME IMPUDOR
(in Delírios Eróticos)

Ahhh sublime impudor da maturidade.
Êxtase, pecado, imoral prevaricação.
Prazer, frémito, vibrante de felicidade.
Entrega de corpo e alma com sedução.

Entrelaçar de corpos castos, sem mentira.
A verdade, tem em nós, o sabor agridoce
de beijos suaves, como o som de uma lira.
Os outros, amor, são volúpia não precoce.

Poro a poro, flores vermelhas te enlaçam.
Te envolvem em círculos dantescos de desejo.
O sol são minhas mãos quando te abraçam.
Na loucura, que nos faz gemer em arquejo.

Húmida minha púbis, erecto o teu falo.
Voluptuosamente… felinos dançamos
um baile a dois sem ensaio coreogrado,
digno de nós que sem limites nos amamos.

Corpos em rodopio, audazes e suados.
Preliminares… deixam-nos ao rubro
Teu pénis por mim ansiado me invade.
Na minha vulva, penetras e te redescubro
no prazer da carne, e da entrega…
… com insanidade.

Ahhh sublime impudor da maturidade.
Êxtase, pecado, imoral prevaricação.
Sem falsos pudores, com naturalidade,
sentimo-nos divinos, sem devassidão.

É entrega na pureza dos sentidos.

©Susana Maurício
2013
(ao abrigo do código do direito de autor)

DELÍRIO

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci….

Olavo Bilac

LIBIDO EM EXPLOSÃO
(in “Eroticamente Tua…”)

Não sei se me beijaste.
Nem se me acariciaste.
Dormia… nua… serena.
Tua mão, entre minhas coxas.
Excitada… acordei…
pronta para te receber.
Vi teu corpo nu… falo erecto,
por mim de desejo ardente,
pulsante no desejo…
… de me penetrar e amar.
Em silêncio… nada dissemos.
Sobre mim te deitaste,
sexo contra sexo.
Libido em explosão.
Batalha de corpos travámos,
rolámos e sobre ti me sentei.
Em silêncio… nada dissemos.
Nosso olhos excitados,
lânguidos… com volúpia, e gula
de um ao outro satisfazer.
Tua espada em riste acariciei,
com boca e língua te saboreei.
Esta noite nossos corpos
não aguentaram… pediam urgência,
para o amor consumar.
Um frémito percorreu-me,
ao sentir-te entre meus rins.
Minha vulva pulsante
sentia a iminência do teu mel,
em minha gruta… se derramar.
Ritmo desenfreado…
corpo arqueado,
no silêncio entre nós instalado,
ouvimos os gemidos
do orgasmo por ambos alcançado.
Transpirados… afogueados,
lado a lado ficámos…
Em silêncio… de mãos dadas.
Nossos olhos se fixaram…
… e um para o outro sorriram.
Nesse sorriso com ternura,
na paz dos corpos,
de amantes saciados..
serenos… adormecemos.

©Susana Maurício
2012
(ao abrigo do código do direito de autor)

Painting by Tomasz Rut

SAUDADE

Ah! que desejo de te ver novamente…


tocar-te e dizer-te mil palavras de amor.


Sonho desfeitoem cinzas mortas,


porque já não mais sequer te posso decifrar.


Saudade amarga de silêncios,


de perguntas sem respostas,


de caquinhos sem par.

Lembro-me dos teus embalos e carinhos,


teus cabelos em desalinho,


teu coração repleto de amor.


Vou catando,


assim,


os pedaços de mim nessa caminhada sem fim.


Seco minhas lágrimasno vácuo que tu deixaste.


Vivo morrendo a cada dia


na esperança de renascer em ti…


Tropeço na infinita ausência de ti a cada manhã,


a cada momento,


a cada suspiro,


a cada por-de-sol!

Que dor!

Na Busca De Ti

Perdido no universo que desconheço
Vou descobrindo o teu mundo
Onde lentamente
Vou entrando
Seguindo os sinais
Que vêm de ti
Um mundo azul de fascínios
De fantásticas melodias!
Onde um dia
Nas minhas fantasias
Sonhei…


Ah! Princesa dos meus sonhos

Musa dos meus encantos

Que me inebrias com o teu perfume

E me fazes de novo, sonhar…

Acendes-te a chama

Que arrefecia meu ser

Me castrava os sentidos

Me tolhia as emoções.

Neste universo de procura

Vou descobrindo a tua essência

Seguindo os teus sinais

Desvendando os teus mistérios.

Sinto-te perto de mim

Cada vez mais perto

Sinto o teu cheiro gostoso

O calor do teu corpo

O sabor dos teus lábios

A inebriar meus sentidos

Fazendo explodir em mim

Um universo de emoções

Ah! Dona dos meus sonhos

Musa que sempre sonhei…


Mário Margaride

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