Now Playing Tracks

Eu desejo o beijo que não seja um momento
Eu desejo a relação que não seja um invento
Eu desejo um ser, meu, tão somente
Eu desejo seu corpo intensamente
Eu sonho com seu toque e gosto
Eu sonho com sua carícia em meu rosto
Eu leio seus movimentos tão perfeitos
Eu entendo seus dizeres, seus conceitos
Eu te vejo aqui tão perto
Eu sei que estou no caminho certo
Eu anseio ser terceira pessoa, tão puro
Eu no passado, eu no presente, nós no futuro.
César Mach

(Fonte: ribadouro)

Prometo falhar.
Sem hesitar. Prometo ser humano, aqui e ali ser incoerente, aqui e ali dizer a palavra errada, a frase errada, até o texto errado, aqui e ali agir sem pensar, para que raios serve pensar quando te amo tão desalmadamente assim? Prometo compreender, prometo querer, prometo acreditar. Prometo insistir, prometo lutar, descobrir, aprender, ensinar. Tudo para te dizer que prometo falhar. E Deus te livre de não me prometeres o mesmo.
«Foste a maneira mais bonita de errar.»
E ela sentiu a respiração a faltar, hesitou como nunca tinha hesitado, quis pensar aquilo tudo, colocar todas as possibilidades nos pratos da balança, mas quando deu por si não disse «quero tanto mas deixa lá», quando deu por si estava a pensar em como conseguira deixar de pensar, um ou dois segundos de ela própria, o amor só existe quando nos oferece pelo menos um ou dois segundos de nós próprios.
«Se voltas a falhar juro que te amo para sempre.»
E ela falhou.
_______________________________________
in “Prometo Falhar”, a mais recente obra de Pedro Chagas Freitas.

—-ABRAÇO DE SAUDADE—-

Era tanta a saudade que de mim sentias…
Tocaste a minha pele com tuas mãos macias…
O calor do teu corpo aqueceu o meu…
Que há muito tempo estava frio sem o teu…
Já tinha passado tanto tempo sobre nós…
Que faltaram as palavras embargou-se a voz…
Só não parou a ofegante respiração…
Tal como as batidas fortes do alegre coração…
E assim naquele enorme abraço de saudade…
Podemos recordar os tempos de felicidade…

ODETE DIAS 14/10/14

FAZER AMOR É SAGRADO
(por publicar)
O sexo, fazer amor com amor é sagrado
Como sagrado é o abraço que une corpos,
com a força da ternura nas mãos que enlaçam e afagam.
Sagrados são igualmente os beijos que unem nossas bocas
numa procura de sentires, de sabores, de aromas matizados
que nos fazem levitar e tudo em redor olvidar
Nossos corpos… nossos templos não profanados
enlouquecem no desejo, de amar com prazer, até enlouquecer.
Deixamos de ser… eu e tu! Somos “nós” unos nos sentidos ensadecidos.
Ultrapassamos as “fronteiras” do corpo.
Bocas, pele, poro com poro, línguas, mãos, meu sexo… teu sexo,
Meu jardim por ti adubado, tua semente vai receber e senti-la florescer.
Sim… ultrapassámos a “fronteira” dos corpos.
Nossas almas unidas revelam-nos múltiplos segredos
Na intensidade da entrega a vida brota e jorra, em ondas de êxtase
Conduzidos a outras esferas, o brilho resplandecente da explosão em festa
Versos de amor escritos nas estrelas, o Sol dança incandescente
nossos corpos ofegantes e transpirados, ecoam uma divina melodia.
Despimo-nos de pudor, amámo-nos, sabemos ser abençoados.
União de dois seres com prazer e amor… é sagrado, tão sagrado.
Momentos em que nos aproximamos da divindade.
O sexo, fazer amor com amor é sagrado
©Susana Maurício
Agosto 2014
(ao abrigo do código do direito de autor)
Desconheço a autoria da pintura
(se alguém souber agradeço me infomem para colocar)

Deitas o corpo envolvida no abraço que deixei.
Não adormeças já,
aparecerei quando menos esperas.
.
Ainda tenho a chave que me deste,
aquela chave de seda
que abre todas as portas,
mesmo as que se cerraram há muito
e queres esquecer.
.
Ao meu lado
adormecem os homens e os bichos
no cansaço da espera.
.
Não,não deixarei que te magoem.
Despir-me-ei de medos, para não assustar os sonhos
que ainda nos restam.
.
. Jorge F. Ferreira Monteiro.

No final do arco iris
O nosso sonho foi desviado
para o nada
tal qual uma poeira cósmica
espacial.

Leio em teus olhos a omissão
da verdade,
mesmo assim
quero viver esta mentira
junto a ti.

Sei que fostes um equívoco
em que quero persistir,
mergulhando de olhos vendados.

Concordo contigo…

Venha,
vamos brincar de amor,
talvez o encontraremos
no final do arco iris.


Valdeci Vieira Terça feira 15 / Julho / 2014

SABOREIA
(in Delírios Eróticos)

” Saboreia…
Meu corpo que por ti clama,
Cada poro da minha pele de marfim,
Escaldante, fumegante… em chama.

Saboreia…
Minha boca que te percorre,
transtorna, alucina, enlouquece,
no desejo que em nós decorre.”

Pequeno excerto

©Susana Maurício
2013
(ao abrigo do código do direito de autor)

Desconheço a autoria da imagem

Palavras Soltas
Quero-te.
- O quê?!…
- Desculpa-me mas quero-te. Hoje, agora, já.
- Estás é maluco…
- Não me chames maluco por ver loucura nos teus olhos.
- Tu não a vês nos meus olhos, tu acompanha-la na minha carne.
- Por isso mesmo, quero-te.
- Assim? Agora chegamos ali, eu abro as pernas e tu fazes o serviço? Adormeces depois, já agora, para termos direito a serviço de quartos completo…
- Não, não! Não é esse quero-te. Para fodas tenho eu qualquer uma. Não, tu és especial. Quero-te.
- Pareces sim um disco riscado. Doente. Fetishe nesse teu estado de demente.
- Quero-te.
- Pára. Que cansaço! Do teu “quero-te” “quero-te” “quero-te” desprovido de paixão
- Amor tenho somente para ti, para te dar, para retirar do teu suor e do teu prazer, Amor é aquilo que eu te chamo, porque não te poderia dar outro nome.
- …
- Quero-te.
- O quê?!
- Quero-te, como és, por quem és, toda e somente tu. Que se foda o mundo, que se foda a razão. Tu és. E isso chega-me.
- Dizes-me louca quando te digo isso.
- Antes não te via como te vejo agora.
- Antes quando?
- Antes de olhares para mim como olhaste agora.
- Como é que olhei?
- Como se eu fosse a única pessoa no mundo que te pudesse compreender…
[cai o pano, sela-se a conversa com um beijo e um abraço que duram a noite.]

GATA…
(in “Delírios Eróticos)
Catarina entra em casa, onde surpreendida vê que Vasco já lá se encontra. Aproxima-se dele… no rosto um olhar felino.
Não pronuncia uma palavra… não responde, nem ouve o que
Vasco diz. Passo a passo, encosta-se a ele. Vasco sente a mão dela sobre a sua pele, quente, envolvente… com cheiro a cio.
Olha-o fixamente. Impossível ele desviar o olhar… vê-a na profundidade dos olhos de Catarina, como gata ronronante.
Olhar intenso que o desnuda de alto a baixo… fixa-se no volume em erecção, já visível nas suas calças. Encosta-se aele. Movimenta-se de forma sinuosa, fazendo deslizar o seu corpo no dele.
Num impulso e sem ser esperado… despe-o.
Vasco, nu de pénis erecto aguarda. Sabe que a chama vai aumentar, que vão os dois incendiar. Catarina volta-se de costas e dobra ligeiramente o corpo. Dirige a mão ao caule em riste… acaricia-o.
A tensão sente-se no ar. Alucinada, sente-o a roçar as suas nádegas.
É Catarina que se move… acaricia-o de forma inusitada. Ele
geme e fala… ela silenciosa continua a mexer-se de forma libidinosa, com luxúria e paixão.
Louco, Vasco deita-a no sofá. Coloca-se por cima dela em posição invertida… um ao outro dão prazer total… Catarina geme, grita, fala… Cala-se, dedica-se a degustá-lo o que a delicia. Sente-o… com mais, e maior excitação.
É agora Vasco que domina o modo como fazem amor e se doam.
De respiração arfante, posiciona-se e entra no seu jardim. Gemem alucinados. Nada ouvem para além deles. O mundo parou, só eles existem. Catarina vira a cabeça, abre os olhos e vê o rosto dele iluminado de forma quase transcendental, fora da órbita terrestre…
Ele abre igualmente os olhos e vê-a a observá-lo… faz o mesmo. Não aguentam mais… sabem que o mel do amor está prestes a explodir. Dizem palavras obscenas, palavras somente proferidas quando fazem amor e se entregam ao prazer do sexo e da carne.
Rapidamente ela se prepara para o receber… sente-o dentro do seu jardim que está a ser regado pelo sémen, fonte de vida que se une ao orvalho que inunda a sua gruta.
Vasco e Catarina abraçam- se e beijam-se profundamente.
Sentem os diferentes sabores… dele e dela. Cheira ao cio do amor e do desejo dos corpos que foi acalmado.
O Amor vive com eles e neles.
©Susana Maurício
013
(ao abrigo do código do direito de autor)

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